![]() |
| Olho neles, Romário!!! |
Assisti ontem (13) à entrevista do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, ao jornalista Fernando Rodrigues e gostaria de parabenizá-lo pela iniciativa de vetar recursos públicos e outros benefícios às confederações esportivas que não tenham alternância de poder em suas direções. Ele e a presidenta Dilma têm o meu apoio total. Só espero que eles não se esqueçam de incluir o Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Há tempos eu venho dizendo que é preciso consertar uma coisa: o esporte sobrevive do dinheiro público, mas a gestão continua privada. Talvez isso finalmente mude agora.
Os presidentes das Confederações de Atletismo e de Desporto Aquático, por exemplo, já estão há mais de 20 anos no poder. Muita cara de pau! E o presidente do COB, Carlos Nuzman, tá querendo se reeleger mais uma vez agora em outubro. Se conseguir, também chegará a duas décadas à frente do COB. E para quê? Para vermos o fiasco que aconteceu em Londres? Não seria melhor para o esporte se houvesse alternância no poder? Soube que o Nuzman não recebe salário. Então por que tanto apego? O que eu sei é que o COB precisa mudar de cara e deixar de ser amador. Precisa começar a fazer uma gestão mais profissional e que dê resultados mais satisfatórios diante de tanto dinheiro aplicado nos últimos anos.
![]() |
| Para Romário, a alternância no poder pode gerar o crescimento das modalidades. |
Desde que o Comitê Paraolímpico Brasileiro passou a alternar os presidentes, os resultados apareceram e hoje evoluímos para a sétima potência mundial nas Paraolimpíadas. Por isso, concordo com o ministro Aldo para limitar o tempo de permanência e o número de mandatos desses caras dentro de alguns parâmetros. A renovação sempre é bem vinda nessas entidades e seria uma maneira de estimular a democracia.
E a idéia dele de baixar uma regulamentação no próprio Ministério do Esporte para condicionar essas entidades privadas ao preenchimento de alguns requisitos para terem acesso aos recursos públicos foi ótima. Dessa forma, o governo não legislará sobre entidade privada nenhuma, mas definirá parâmetros para liberar os recursos que as mantêm. Se quiserem receber, precisam se enquadrar às regras impostas pelo governo. Certíssimo.
Pra finalizar, acho que entre essas normas elaboradas pelo governo deveria estar também a garantia do voto direto aos atletas. Nada mais justo do que o próprio competidor que rala e representa o país lá fora possa ajudar a escolher os melhores administradores de suas confederações e do COB. Fica a sugestão.
O ministro disse corretamente na entrevista que essas entidades não são “casas reais”. Concordo. Até porque, se fossem, os dirigentes não seriam os reis, mas os bobos da corte.
Fui!


Nenhum comentário:
Postar um comentário