Excelente texto postado no maior informativo de futebol 7 do mundo:
O marketing de bebidas alcoólicas, associado a atletas e a eventos esportivos, fazem com que, cada vez mais, o álcool esteja associado à imagem de saúde, prazer e esportes, uma vez que está presente nos maiores eventos esportivos.
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| Beber é só depois da vitória, rapaziada! |
Muitos atletas acham que podem ‘controlar’ o efeito do álcool no seu organismo. Que, mesmo bebendo muito na noite anterior, seu rendimento no jogo não será afetado, que seu organismo é diferenciado e ‘elimina’ em tempo recorde o álcool, não sendo afetado pelos seus efeitos colaterais.
Os efeitos do álcool podem variar de indivíduo para indivíduo, mas também, um mesmo indivíduo pode reagir de uma maneira diferente, dependendo das circunstâncias. A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que se apresentam em duas fases: uma estimulante e outra depressora. Na fase inicial, logo após beber, podem aparecer efeitos como euforia e desinibição. Com o passar do tempo, começam a aparecer os efeitos depressores, como falta de coordenação motora, descontrole e sono. Com o consumo excessivo, o efeito depressor se manifesta de uma maneira mais intensa. Os efeitos do álcool variam de intensidade, de acordo com as características pessoais. Uma pessoa que é acostumada a ingerir uma quantidade muito grande de bebidas alcoólicas, sentirá um efeito menor do que a outra, que não está acostumada a beber. O perigo será menor se o consumo for principalmente de bebidas fermentadas, como cerveja ou vinho, de baixo teor alcoólico. As bebidas destiladas, como a cachaça, uísque, tequila, vodka, e sakê, possuem um teor alcoólico bem mais alto, tendo seu efeito potencializado no organismo.
A verdade é que o efeito do álcool vai muito além da perda de coordenação motora, da diminuição na capacidade de reagir rapidamente diante de certas situações.
Estudos dizem que o consumo recente de álcool não necessariamente influencia as funções metabólicas ou fisiológicas essenciais para as performances físicas, como o metabolismo energético, consumo máximo de oxigênio (VO2máx), batimentos cardíacos, rendimento cardíaco, fluxo sanguíneo muscular, diferença de oxigenação arteriovenosa ou respiração.
Por outro lado, o consumo de álcool prejudica uma grande variedade de funções psicomotoras, como no tempo de reação, equilíbrio, estabilidade, precisão e coordenação complexa (funções essas que são imprescindíveis ao atleta). Essas funções, quando prejudicadas, fazem com que o atleta tenha sua performance abaixo do esperado, e também são fatores que podem provocar uma lesão no sistema musculoesquelético.
Em estudos sobre a “ressaca”, a capacidade aeróbia sofreu queda com a ingestão de quaisquer dosagens. Entretanto, a capacidade anaeróbia permaneceu inalterada.
Não pretendo me aprofundar nos efeitos bioquímicos do álcool no organismo, mas falando de uma maneira muito simples, a molécula de álcool é tão pequena que atravessa facilmente as membranas celulares e, invadindo a célula, ele expulsa a água de dentro da célula, desidratando-as. Com isso o equilíbrio interno da célula (pH e sais) é alterado afetando o funcionamento normal da célula. Esse desequilíbrio no tecido muscular, por exemplo, pode afetar sensivelmente a capacidade de contração e relaxamento muscular, o que pode causar uma lesão neste tecido.
O consumo de álcool associado ao esporte é um problema antigo, que por mais que sejam tomadas medidas do tipo ‘lei seca’, sempre existirá. O importante é que os atletas estejam bem informados quanto aos efeitos e riscos da ingestão de álcool, para que possam optar em consumir, ou não, esse tipo de bebida. Principalmente na véspera de um jogo.
É literalmente uma questão de ‘consciência’.
Lembre-se: “A sua festa de ontem, pode acabar com a festa do seu time hoje…”
Essa postagem é para alguns jogadores do Buxa, principalmente aqueles que chegaram se arrastando pra jogar contra o Boca Carianos, na última rodada da Superliga.
BF7.

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