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| É campeão!! |
A equipe de Street Football, da A.D.C. Florianópolis, que disputa o mundial da modalidade, conquistou o título da segunda etapa, da competição, mais uma vez, de forma invicta. A conquista aconteceu no final de semana, dos dias 21 e 22 de Maio, na cidade de Bangkok, na Tailândia. A equipe reuniu-se no aeroporto de Narita, em Tóquio, Japão, no dia 20 de Maio, e de lá seguiram para Bangkok. O chefe da delegação, Profº Cabral e o atletas Carlos tiveram que passar o dia 19/05, em Dubai, nos Emirados Árabes, devido a problemas na emissão dos bilhetes, pelos organizadores do evento.
Mais uma vez a organização tática, a garra e o talento dos atletas brasileiros fez a diferença. “Nesta etapa as equipes eram mais qualificadas do que as que participaram da etapa anterior”, afirma Cabral: “Como lá na Ásia as pessoas acompanham o vídeo teipe dos jogos e assistem à comerciais promocionais do evento com 80% de imagens e sequências de nosso jogos, acredito que isto acaba motivando. Eram todos contra nós e a equipe da Holanda”. Com dois empates e uma vitória na primeira fase, classificatória, a equipe se credenciou a disputar a semifinal contra a seleção do Vietnã.
Um adversário difícil e bem orientado passou a tentar anular as principais jogadas da equipe brasileira, porém, com talento e jogadas de triangulação, foi possível abrir a retranca e furar o bloqueio da equipe adversária, conseguindo uma importante vitória por 5 a 2. De acordo com o jogador Carlos, “para eles era uma glória fazer um gol contra nós. Os caras entravam numa correria alucinante e uma pegada maluca, enquanto nós tentávamos nos livrar da marcação e buscar os gols. Neste tipo de jogo quem faz o primeiro gol, consegue uma certa vantagem, pois tem que correr atrás e são apenas 6 minutos, cada tempo.
Para esta etapa a equipe tratou de incrementar as ações e levou pandeiro, tantam e cavaquinho. Aí “o couro comeu”, dentro e fora de quadra. As partidas semifinais foram transmitidas ao vivo, pela ESPN STAR, para mais de 60 países da Ásia e Europa, e no local dos jogos, mais de 1200 pessoas, compareceram a arena, montada no maior shopping center da cidade. Durante os dias das finais, sábado e domingo, houve shows musicais, performances artísticas, free style ball, brincadeiras e disputas com o público. A atração nesta edição do evento era a equipe da Holanda, formada por atletas de free style, comandados pelo ex-jogador da seleção, Davids, que, devido a compromissos particulares, não pode ficar para os jogos finais.
A equipe que viaja pelo mundo realizando jogos promocionais, patrocinados pela ONU, em países emergentes, não conseguiu assimilar a dinâmica do jogo e sofreu com tamanho da quadra. De acordo com o atleta Fábio, da equipe brasileira, “os caras são fantásticos, com dribles e firulas incríveis. É muito louco o que eles fazem com a bola. São verdadeiros malabaristas, mas irão encontrar dificuldade pela falta de espaço na quadra e pela marcação serrada”
O time holandes foi eliminada, em jogo tumultuado, na semifinal, contra a seleção da Malásia, que iria enfrentar o Brasil na grande final. Durante os momentos que antecederam a realização da final, a equipe brasileira aproveitou para relaxar e recuperar o fôlego, sob um calor de 40 graus. Muito assediados pelo público em geral e, em especial, por brasileiros, que lá se encontravam.
A equipe não teve sossego e a solução foi captar toda aquela energia positiva ao som de pagode, numa clima de “esquenta”, genuinamente brasileiro. O desgaste e excesso de esforço acabou promovendo uma baixa significativa na equipe: O jogador Denison sentiu uma fisgada na parte posterior da coxa direita e não atuou nas duas últimas partidas, dando lugar à Carlos, que correspondeu à altura e contribuiu para a conquista do título. “Foi uma surpresa a lesão do Denison, pois até então contávamos com a experiência e a qualidade dele para dar movimentação e articulação de jogadas. Mas o Carlos entrou muito bem. Firme na marcação e uma pegada forte. Ajudou a equipe com um golaço e passou segurança aos companheiros. Fiquei surpreso com a atuação do Carlos. Até então, por consenso, ele entrava no decorrer dos jogos, normalmente ao final das partidas, para descansar um ou outro companheiro, mas desta vez ele foi fundamental lá atrás. Se impôs, foi pra batalha e se destacou pelo golaço que marcou!”
Na final, contra a seleção da Malásia, como não poderia deixar de ser, o adversário veio pra quadra disposto a não deixar a equipe brasileira jogar. Porém, sem qualidade individual e sem condição física, começaram a usar de violência e deslealdade na disputa de bola e o jogo teve muitos momentos tensos, por pouco não descambou para briga. “Dava pra sentir que os caras estavam esgotados e à medida que nossa equipe tocava a bola e rodava na quadra, eles ficavam sem ação e partiam para a pancadaria e provocações. O jogo teve de ser paralisado várias vezes. No intervalo tratei de acalmar a equipe e alertei que ninguém poderia ser expulso e já estávamos ganhando de 3 a 0. Mudei o esquema de jogo e coloquei em prática a marcação 2/2 deixando meio da quadra aberto para o Carlos e o Fábio, que jogam atrás, entrarem batendo e com o goleiro Sagú. Pedi ao Ricardinho e ao Hewerton que não entrassem na provocação dos caras e continuassem com as tabelinhas e dribles.”
A estratégia deu certo e à medida que a equipe da Malásia corria contra o tempo para buscar o empate, que levaria à prorrogação, a experiência e o talento, brasileiros, prevaleceram. A partida terminou 7 a 2 para a A.D.C. Florianópolis, que conquistou mais uma taça e é considerada imbatível, na modalidade.
Nesta etapa, à pedido dos organizadores do eventos, a equipe brasileira teve que adaptar as cores do uniforme, incluindo as cores da bandeira nacional.
Fonte: http://floripafutsal.com.br/
BFA.

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