segunda-feira, 30 de maio de 2011

Palavras sinceras do Presidente BFA.

Saber Perder:
Lelê: "Não dá para ficar mentindo para si mesmo"
Sim, leitores, todos os times devem saber perder. Além disso, acima de tudo, reconhecer os méritos dos adversários quando isso acontece. Nas últimas semanas, sofremos, merecidamente, duas surras e deixamos de brigar por dois títulos (Copa dos Campeões e Série A da Floripa Cup): Buxa FA / M10 Sports 0x5 AD. Cafuné e Buxa FA / M10 Sports 5x8 Boca Carianos, respectivamente. Merecidas por quê? Pois, além de nossa incompetência, seja ela proveniente da falta de empenho nos treinamentos, seja pela falta de comprometimento para com o BFA, temos que reconhecer que, apesar de termos "status" de time grande, muitas (e não poucas) vezes nos comportamos como pequenos. Parece que desconhecemos da nossa própria história, da nossa estrutura extra campo, da nossa diretoria que sempre dá seu máximo para deixar tudo prontinho para os jogadores não se preocuparem com mais nada além da bola rolando, dos nossos 13 troféus (cada qual com sua parcela de importância nesses 4 anos e meio de vida), dos 7 títulos... Sim, jogadores do Buxa, temos que mudar nosso pensamento dentro de campo ou seremos engolidos (não só nós, mas todas os outros que não se programarem direito) pelo crescimento do futebol 7 catarinense, onde não há mais espaço para fracos. Daqui pra frente, apenas os fortes sobreviverão. Bote fé no que eu to dizendo! Quando eu falei que o grupo A, perto do B da Série A, estava uma "teta" (não pela falta de qualidade, mas pela falta de estrutura, nesta edição, dos times que ali estavam), houve discórdia por parte dos meus companheiros. Estamos vendo sempre os mesmos se estruturando e, acredite se quiser, não haverá mais surpresas. A sorte faz parte do jogo, claro, mas ela não explicará por que os 4 ou 5 primeiros serão sempre os mesmos daqui pra frente, invertendo apenas a ordem de chegada. Quem fará o papel de explicar é a competência dentro e fora de campo, seja da diretoria, seja do grupo/elenco dos finalistas. A cada derrota, aprendemos uma coisa que não sabíamos, que não estávamos preparados. Por isso e pelo tempo de existência, instituições como AD. Cafuné, do mestre GIBRAN GUTÃO, Beira Rio / Figueirense, do maestro CLAON GARCEZ, e Supersul, do craque FÁBIO MACHADO, já conquistaram tantos títulos. Vamos à luta. Em cada queda, temos que ter força para levantar e se superar. Já fizemos isso uma vez e faremos de novo, basta acreditar!


Alex Ferguson, exemplo a ser seguido, reconhece superioridade de seu adversário após derrota na final da Champions League. 

Quanto à arbitragem da Floripa Cup:

Certo dia, enquanto machucado, resolvi apitar, com toda a boa fé que acredito possuir, um amistoso entre Buxa e Camelão Futebol 7. E, acredite se quiser, acabei me encrencando com jogadores do meu time. Isso mesmo, com os de camisa laranja. Foi aí que vi que não é fácil, nem mesmo quando tentamos ser imparciais, conduzir uma simples "pelada". 

Maurício - Coordenador de arbitragem da Fut7-SC.

Sim, os árbitros erram, até porque são seres humanos, ou seja, possuem medos, sentimentos, virtudes e, infelizmente, defeitos. Quando se enfrenta um time encardido, nós sabemos exatamente quais são eles em Florianópolis, os donos dos apitos pipocam mesmo, pois, geralmente, dentro de quadra, existem, no mínimo, 12 pessoas para espancá-lo, caso um tumulto comece. Então, por algum momento, antes de cobrá-lo, - "por que não expulsou fulano, por que não amarelou ciclano" -, coloque-se em seu lugar e você entenderá como eles tentam compensar "a sua sobrevivência" com ações e omissões. Não há policiamento, fato! Enquanto inexistir, não tem como cobrar pulso firme, rigidez, imparcialidade. O juiz balançará para onde seu medo apontar, para onde sua integridade física ("está na moda dar uns tapas e ameaçar juízes não profissionais") provavelmente manter-se-á intácta. Não, não estou falando de árbitro mal caráter. Infelizmente, todos nós também sabemos quais são eles e também sabemos quais são ruins e erram por sua própria incompetência. 

No fim ou algum tempo depois, (pelo menos eu e quem me conhece sabe), acabo perdoando qualquer erro (até pela filosofia que sigo: o perdão é a palavra chave para qualquer coisa), cumprimentando até aquele que me roubou na cara de pau, compreendendo os motivos pelos quais tomaram tais atitudes (ou erraram "por querer") e a vida segue. Não sou profissional e não pretendo ser, muito embora goste de competir e, principalmente, de ganhar. Muitas vezes, os árbitros são a válvula de escape para não admitirmos a nossa incompetência, sendo muito mais fácil colocar a culpa em seus erros do que limpar a própria bunda e admitir os nossos, mesmo quando todos enxergam isso e só nós que não (tudo que falei eu já passei, cresci e aprendi nesses quase 5 anos de futebol society). 

Apitar não é fácil. Portanto, só por assumirem a bronca de "comandar uma partida", Maurício e cia. estão de parabéns. Que possamos ver a Polícia Militar (não sei o quão complicado é para tê-la) salvaguardando "nossos comandantes de jogo" durante os campeonatos e que seus auxiliares os auxiliem de verdade  e não sejam meros espectadores, que relatem, categoricamente, quem deu início à violência, quem são os responsáveis, para que tenhamos menos tumultos nos jogos. A diretoria do Buxa repudia todo e qualquer tipo de violência ou ameaça dentro de campo. 

A grande final:

Boca e Cafuné enfrentam-se na final da Série A da Floripa Cup.

Reconhecendo, também, as inquestionáveis qualidades de Cafuné e Boca Carianos, pois, se ali estão, são merecedores de um lugar ao sol. Que vença o melhor nesta grande final da Série A da Floripa Cup. 

Se gostarem do texto, divulguem! 

;)

Alex Andrey Neves (Lelê) 
Presidente BFA.

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